sábado, março 29, 2008

Flor-bela


A minha digital resolveu funcionar, de vez enquando ela dá "piti", é um pouco de lua... Mas também já esta velhinha, apesar de todo o cuidado que tenho... e nem é isto, acho que já esta um pouco ultrapassada, tem cerca de 05 anos de uso... Resolvi aproveitar a boa vontade da minha pequenina, para tirar algumas fotos de obras de cabeceira. A primeira a mostrar vai ser um livrinho de Sonetos de Florbela Espanca, uma prenda de aniversário de amigos portugueses, alias, este aniversário foi inesquecível, do outro lado, alem-mar e com pessoas maravilhosas, que não sabiam mais como me agradar, com direito a festa surpresa a meia-noite e outra ao longo do dia!

Voz que se cala
"Amo as pedras, os astros e o luar
Que beija as ervas do atalho escuro,
Amo as águas de anil e o doce olhar
Dos animais, divinamente puro.
Amo a hera que entende a voz do muro,
E dos sapos, o brando tilintar
De cristais que se afagam devagar,
E da minha charneca o rosto duro.
Amo todos os sonhos que se calam
De corações que sentem e não falam,
Tudo o que é Infinito e pequenino!
Asa que nos protege a todos nós!
Soluço imenso, eterno, que é a voz
Do nosso grande e mísero Destino!..."
(Florbela Espanca)

Um comentário:

Léia disse...

Tomei a liberdade de anunciar teu blog para alguns amigos queridos, acho o máximo esse teu cantinho, mil beijos.